Biblioteca Amadeu Amaral. Centro Nacional do Folclore e Cultura Popular

Rua do Catete, 179
22220-000  Rio de Janeiro-RJ
Tel.  +55 21 2285-0891 / 3826-1989 r. 230 e 231
Fax: +55 21 2285-0891 / 3826-1989 r. 210

biblio.folclore@iphan.gov.br
www.cnfcp.com.br

Histórico:
Em abril de 1959, Edison Carneiro propôs à Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro a criação de uma biblioteca especializada. A Biblioteca Amadeu Amaral foi inaugurada em 1961 com um acervo inicial de 800 documentos.

Acervo / Instalações:
A Biblioteca do CNFCP possui, à disposição do público para consultas, um dos maiores acervos de folclore e cultura popular do Brasil, com cerca de 200 mil documentos – livros, periódicos, folhetos, teses, folhetos de cordel, recortes de jornal, fotografias, discos, cds, fitas cassete, filmes, vídeos, além do arquivo permanente do Centro e as coleções de Renato Almeida e de Manuel Diégues Júnior. No acervo de obras raras, editadas no Brasil e no exterior, no século 10 e início do século 20, destacam-se títulos sobre o romanceiro e o cancioneiro medievais, modinhas brasileiras e relatos de viajantes.

Acervos Digitais:
A hemeroteca digitalizada contém mais de 60 mil recortes sobre folclore e cultura popular, abrangendo quase um século (desde 1906), tirados de mais de 300 títulos entre jornais e revistas, tanto os de grande circulação como os editados no interior, os alternativos e os já extintos. Além do caráter informativo das manifestações folclóricas, o acervo guarda textos teóricos elaborados por especialistas da área, como um famoso artigo de Câmara Cascudo, publicado no Diário de Notícias de 7/02/1943 e jamais veiculado em outras mídia, e uma coleção de algumas colunas publicadas nas décadas de 1950 e 1970, como as dos folcloristas Manuel Diégues Jr. e Marisa Lira.
A cordelteca do CNFCP é composta de cerca de 6 mil títulos, incluindo cantorias, desafios, abrangendo temas como cangaço, religiosidade popular, fatos do cotidiano, fatos políticos, etc. Guarda obras de autores de renome no campo da literatura de cordel, como Leandro Gomes de Barros, Francisco das Chagas Batista, Cordeiro Manso, João Martins de Athayde, Rodolfo Coelho Cavalcante, distinguindo-se pela raridade de determinados títulos, dos mais antigos – alguns datam de 1908 – aos mais recentes, e pela inclusão de editores que sedimentaram e difundiram o cordel ao longo dos anos por meio de suas publicações.

Acervos Sonoros e Visuais:
Gravações de música folclórica e de literatura oral, distribuídas em 1.324 fitas cassete/rolo e 1.491 discos (vinil e acetato de 12, 10 e 7 pol. e CDs); gravações em fita magnética realizadas em quase todo o território nacional, com grande parte do material inédito; uma coleção de discos de folclore nacional e estrangeiro: guerreiros, fandangos, bumba-meu-boi, além de cocos e emboladas; coleção Chico Antônio (documentação dos cocos de Francisco Antônio Moreira e aspectos da vivência musical de outros membros da comunidade de Pedro Velho, RN); coleção da Missão de Pesquisas Folclóricas da Discoteca Pública Municipal de São Paulo, com 108 discos de acetato, em 78rpm, material coletado na década de 1930. Destaque para a Coleção Théo Brandão (68 horas de gravação no período 1948-1976).
A coleção de imagem em movimento contém 78 filmes de 16mm e super-8 e 515 vídeos, reunindo documentários produzidos desde a década de 1950 na área de folclore e cultura popular. Em destaque: produções de Humberto Mauro, Vladimir de Carvalho, Geraldo Sarno, Paulo César Sarraceni, Elyseu Visconti; vídeos produzidos pela TV Viva, do Recife, pioneira na produção de vídeo independente; realizações de Eduardo Escorel, Celso Brandão, entre outros. Incluem-se também programas dirigidos por diversos pesquisadores e antropólogos da própria Instituição.
A coleção de fotografias reúne cerca de 70 mil imagens, entre diapositivos, negativos e ampliações, grande valor etnográfico e sociológico, como a coleção Marcel Gautherot sobre manifestações folclóricas na década de 1970, como congadas, carrancas, capoeira, marujada; a coleção Museu do Dundu, doada pela Companhia de Diamantes de Angola, retratando usos e costumes africanos; a coleção Manuel Diégues Júnior, que abrange assuntos variados da cultura popular e participação do especialista em vários congressos. Possui ainda conjuntos formados a partir de pesquisas de campo realizadas pela Instituição, como o Projeto Artesanato Brasileiro (que totaliza aproximadamente 7 mil imagens), oferecendo abrangente panorama da atividade artesanal no país, documentando as principais técnicas, materiais utilizados, os locais de produção, além de ampla visão da realidade sócio-cultural dos artesãos.

Arquivo Institucional:
Com71 metros lineares de documentos, possui material gerado pela Instituição a partir da década de 1950, quando foi criada a Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro. Além da documentação administrativa, cartazes e convites, inclui relatórios de projetos apoiados pela Instituição, memória dos congressos de folclore, textos de encontros e seminários em sua área de atuação. Destacam-se documentos gerados pela Comissão Nacional de Folclore do IBECC no período entre 1948 e 1970.

Serviços ao usuário:
Atendimento local; empréstimo interbibliotecário.

Horário de atendimento:
Para os acervos bibliográficos, digitais e arquivísticos: atende ao público de terça a sexta-feira, das 10 às 17:30 h. Empréstimos somente entre bibliotecas (com exceção de obras raras, periódicos, teses e relatórios de pesquisa). Não dispõe de serviço de reprografia. Entrada franca.
Para os acervos sonoros e visuais: atende ao público as terças e quintas-feiras das 10 às 17:30 h, mediante agendamento. Audição em cabine individual e visionamento em cabine para no máximo duas pessoas.