Centro de Documentação e Informação. Fundação Nacional de Arte

Centro de Documentação e Informação. Fundação Nacional de Artes
Rua São José, 50 – 2° andar
Centro- Rio de Janeiro/RJ
Tel. +55 21 2533-8090 r. 202, 203, 204 e 205
Fax: +55 21 2533-7065
bibli-cedoc@funarte.gov.br
www.funarte.gov.br

Histórico:
A história do Centro de Documentação e Informação inicia-se, formalmente, em 1990, quando, o governo Collor, através da Medida Provisória n° 151, de 15 de março, extingue três instituições culturais de nível nacional, e cria o Instituto Brasileiro de Arte e Cultura – IBAC, com a finalidade de manter as atividades das Fundações extintas: a Fundação Nacional de Arte – FUNARTE, a de Artes Cênicas – FUNDACEN, e a do Cinema Brasileiro – FCB. Em 1994, através da Medida Provisória n° 610 de 08 de setembro, o IBAC passa a denominar-se novamente FUNARTE.

Acervo:
Reunindo as antigas coleções da FUNARTE, criada em 1975, FUNDACEN, de 1937, quando é criado o Serviço Nacional de Teatro e FCB que, embora criada em 1987, é herdeira de parte substancial dos documentos do Instituto Nacional do Cinema Educativo, criado em 1936, do Instituto Nacional do Cinema (1966-1975) e da área cultural da Embrafilme, o CEDOC dispõe de documentação especializada, cerca de 1 milhão de itens, sobre artes plásticas e gráficas, teatro, dança, ópera, circo, cinema e vídeo, fotografia, música e política cultural. O Centro guarda uma enorme varidade de tipos documentais incluindo, além do material bibliográfico tradicional, cartazes, partituras, discos, fitas sonoras e de vídeo, fotografias, desenhos de cenários e figurinos de espetáculos e, mais recentemente, CDs e CD-ROMs.

O acervo de artes cênicas destaca-se como a mais importante biblioteca de teatro do país, detendo uma preciosa base de dados de peças teatrais nacionais e estrangeiras, onde podemos encontrar coleção de textos manuscritos do fim do século XIX e início do século XX, de autores como Raul Pederneiras, Luiz Peixoto, Álvaro Moreira, França Júnior, Armando Gonzaga, entre outros. Edições raras do século XVIII e XIX, além de coleções privadas de dramaturgos como Oduvaldo Vianna Filho, Paul Pontes etc. Também merece destaque a coleção de desenhos e croquis de cenários e figurinos de cenógrafos como Santa Rosa, Gianni Ratto, Pernambuco de Oliveira etc. Abriga, ainda, importantíssimas coleções particulares, procedentes de artistas ou pessoas ligadas às artes no Brasil, como a de Walter Pinto, Brício de Abreu, Itália Fausta, Maria Della Costa, Fernanda Montenegro e Luiz Antonio Martinez Correia. Nas obras raras podemos localizar coleções de periódicos, programas de espetáculos etc. que tratam não só de teatro, como também de circo e ópera no Brasil, desde o século XIX. As áreas de dança, circo e ópera, além de contar com livros e periódicos nacionais e estrangeiros, também possuem dossiês de impressos com materiais sobre espetáculos, grupos e companhias e personalidades.
O acervo de cinema guarda dossiês de personalidades e de filmes brasileiros, com sinopses, fichas técnicas, fotos de cena e de porta de cinema etc. onde é possível pesquisar obras de vários segmentos do cinema nacional como o Cinema Novo, as Chanchadas e as Pornochanchadas, o Cinema da Boca do Lixo etc. Destaca-se também importante coleção de cartazes de filmes produzidos e apoiados pela Embrafilme nas décadas de 1970 e 1980.
O acervo de artes plásticas e gráficas, fotografia e música é oriundo da antiga Funarte, onde importantes projetos foram desenvolvidos nessas áreas. Destacamos as coleções de Djanira e Roberto Pontual, e os Salões Nacionais de Artes Plásticas; o acervo do Infoto (Instituto Nacional de Fotografia da Funarte), onde foram realizados importantes concursos de fotografia e exposições e que reúne fotos de fotógrafos consagrados como Sebastião Salgado, Evandro Teixeira, Ana Regina Nogueira, Nair Benedicto, Walter Carvalho, entre outros. E, por fim, aquele decorrente dos nacionalmente conhecidos Projetos Pixinguinha – que divulgou a música brasileira através de inúmeros shows pelos país – o Seis e Meia e a Série Concertos na Sala Funarte Sidney Miller, além das Bienais de Música Contemporânea e das edições de discos e partituras.

Outra fonte importante de pesquisa são os dossiês de recortes de jornais, impressos em geral e fotografias que, divididos por séries documentais como Personalidades, Eventos, Grupos e Companhias, Espetáculos Brasileiros etc. abrangem todas as áreas de especialidade do Centro, oferecendo material diferenciado dos tradicionais bibliográficos.
O Centro mantém permanente atualização de suas coleções bibliográficas, através da aquisição de novas publicações e de assinaturas de periódicos, onde todas as áreas são contempladas.

Importante ressaltar que o Centro de Documentação é também o responsável pela guarda e organização dos arquivos administrativos das extintas Fundacen, Funarte e FCB, e portanto, pela memória da atuação que tiveram essas instituições nas áreas de apoio e incentivo à cultura e às artes brasileiras.

Público:
Estudantes, professores, pesquisadores, artistas e produtores culturais.

Serviços ao usuário:
Consultas no centro de documentação e/ou através de solicitações de qualquer parte do Brasil e do mundo por telefone, fax ou e-mail. Oferece uma base de dados (atualmente com 74.000 registros) que em breve poderá ser acessada via Internet. O empréstimo é realizado somente entre bibliotecas. As novas aquisições são divulgadas, mensalmente, no site institucional, onde o catálogo de livros pode ser também acessado. A reprodução de documentos é realizada de acordo com a normatização interna da biblioteca.

Horário de atendimento:
Segunda a sexta-feira, das 10 h até às 17 horas e o usuário somente poderá subir até 16:30h.